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O que é o Agosto Verde?
O Agosto Verde é o mês dedicado à conscientização sobre o linfoma — um câncer que afeta o sistema linfático e que, quando identificado cedo, tem altas chances de cura.
Por que o verde?
O verde representa vida, saúde e esperança — valores centrais da campanha. É a cor que simboliza o sistema linfático e o cuidado com o corpo que pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce do linfoma.
Diagnóstico precoce
Quando identificado nos estágios iniciais, o linfoma tem taxas de cura que chegam a 90%. A campanha incentiva a atenção aos sinais e a busca imediata por avaliação médica ao primeiro sinal de alerta.
Reduzir o estigma
O linfoma ainda é pouco conhecido pela população. A campanha trabalha para que mais pessoas saibam o que é, quais são os sinais e por que a busca por diagnóstico não deve esperar.
Todo nó tem uma ponta
O linfoma frequentemente se manifesta como um nódulo — uma íngua persistente que não some. A campanha usa essa metáfora para mostrar que por mais difícil que pareça o diagnóstico, sempre há um caminho de cuidado e tratamento.
O que é o linfoma?
Um câncer do sistema linfático — a rede de defesa do organismo. Mais comum do que parece, mais tratável do que se imagina.
Linfoma de Hodgkin
Tipo mais comum em jovens adultos entre 15 e 35 anos. Caracteriza-se pela presença de células de Reed-Sternberg e tem excelente resposta ao tratamento — com taxas de cura acima de 85% quando diagnosticado precocemente.
O principal sinal é o aumento indolor dos gânglios linfáticos, especialmente no pescoço, axila e virilha.
Mais comum em jovensLinfoma não-Hodgkin
Grupo mais amplo e heterogêneo de linfomas, com mais de 60 subtipos diferentes. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais frequente em adultos acima de 60 anos.
Apresenta sintomas variados e resposta ao tratamento que depende do subtipo específico — reforçando a importância do diagnóstico especializado e preciso.
Mais de 60 subtiposO que é o sistema linfático?
Uma rede de vasos, nódulos e órgãos que percorre o corpo inteiro — responsável pela defesa imunológica, pelo transporte de líquidos e pela filtragem de substâncias nocivas. Quando o linfoma se instala, essa rede de proteção fica comprometida.
Rede de defesa do corpoQuem pode ter?
Qualquer pessoa pode desenvolver linfoma, mas alguns fatores aumentam o risco: idade avançada, histórico familiar, imunossupressão, infecções como o vírus Epstein-Barr e o HIV, e exposição a determinados agentes químicos.
No Brasil, são diagnosticados cerca de 12 mil novos casos por ano.
12 mil casos/ano no BrasilQuando o nó aparece
Os sintomas do linfoma são frequentemente confundidos com outras condições — resfriado, estresse, cansaço. Preste atenção quando persistirem por mais de duas semanas.
Íngua persistente e indolor
Aumento dos gânglios no pescoço, axila ou virilha que não some após duas semanas — o sinal mais característico do linfoma.
Febre sem causa aparente
Febres recorrentes sem infecção identificada, frequentemente acompanhadas de calafrios e mal-estar geral.
Suores noturnos intensos
Transpiração excessiva durante a noite — suficiente para ensopar roupas e lençóis — mesmo em ambientes frescos.
Perda de peso involuntária
Emagrecimento significativo sem mudança de dieta ou hábitos — perda de mais de 10% do peso corporal em seis meses.
Fadiga persistente
Cansaço intenso e contínuo que não melhora com descanso, comprometendo as atividades cotidianas e o desempenho no trabalho.
Coceira generalizada
Prurido pelo corpo sem causa dermatológica identificada — um sintoma menos conhecido mas frequente em casos de linfoma de Hodgkin.
Falta de ar e tosse seca
Comprometimento dos gânglios do mediastino pode causar pressão sobre as vias respiratórias, gerando tosse persistente e dificuldade para respirar.
Dor após consumo de álcool
Dor nos gânglios imediatamente após consumo de bebida alcoólica é um sinal raro, mas altamente específico do linfoma de Hodgkin.
Não ignore o nó que não some
Uma íngua que persiste por mais de duas semanas, especialmente se indolor, merece avaliação médica imediata. Não espere outros sintomas aparecerem. O diagnóstico precoce é o fator que mais impacta as chances de cura.
O que aumenta a chance
Conhecer os fatores de risco não significa que o linfoma vai se desenvolver — mas permite uma atenção mais vigilante aos sinais do corpo.
Histórico familiar
Ter parentes de primeiro grau com linfoma aumenta o risco de desenvolver a doença, sugerindo componente genético na sua origem.
Infecções virais
O vírus Epstein-Barr (causador da mononucleose), o HIV e o HTLV-1 estão associados ao desenvolvimento de alguns tipos de linfoma.
Imunossupressão
Pessoas com sistema imunológico comprometido — por doença autoimune, transplante ou uso de imunossupressores — têm risco aumentado.
Exposição a agentes químicos
Contato prolongado com pesticidas, herbicidas e solventes orgânicos está associado a maior incidência de linfomas não-Hodgkin.
Idade
O linfoma de Hodgkin é mais comum entre 15 e 35 anos. O não-Hodgkin tem incidência crescente acima dos 60 anos.
Sexo biológico
O linfoma é ligeiramente mais frequente em homens do que em mulheres, embora ambos os sexos sejam afetados em todas as faixas etárias.
Todo nó tem uma ponta.
O linfoma tem tratamento. Com diagnóstico correto e protocolo adequado, as chances de remissão completa são altas — especialmente nos estágios iniciais.
Como é diagnosticado
Exame físico e histórico clínico
O médico palpa os gânglios linfáticos e avalia o histórico de sintomas. Ínguas persistentes e indolores são o principal sinal de alerta.
Exames de sangue
Hemograma completo, DHL, beta-2 microglobulina e outros marcadores ajudam a avaliar o estado geral e levantar suspeita de linfoma.
Biópsia do gânglio
Exame definitivo para confirmação do diagnóstico. Uma amostra do gânglio é analisada para identificar o tipo específico de linfoma.
Estadiamento por imagem
PET-CT, tomografia e ressonância magnética identificam a extensão da doença e orientam o protocolo de tratamento mais adequado.
Principais tratamentos
Quimioterapia
Principal tratamento para o linfoma. Protocolos como ABVD (Hodgkin) e CHOP (não-Hodgkin) apresentam excelentes taxas de resposta.
Radioterapia
Frequentemente combinada à quimioterapia nos estágios iniciais, com foco localizado nos gânglios afetados para maximizar eficácia e minimizar efeitos.
Imunoterapia e terapia-alvo
Medicamentos como rituximabe e brentuximabe atacam células tumorais de forma seletiva, com menor toxicidade que a quimioterapia convencional.
Transplante de células-tronco
Indicado em casos de recidiva ou doença refratária, permite a reconstituição do sistema imunológico após tratamento de alta intensidade.
Mais comum do que se imagina
O linfoma está entre os cânceres mais comuns em adultos jovens — e é um dos que melhor responde ao tratamento quando diagnosticado cedo.
Hábitos que protegem
Embora o linfoma não seja completamente evitável, alguns cuidados reduzem fatores de risco e aumentam as chances de diagnóstico precoce.
Check-up anual
Exames regulares permitem identificar alterações nos gânglios antes que os sintomas se tornem evidentes.
Atenção ao próprio corpo
Conhecer o próprio corpo e perceber mudanças — como ínguas novas ou persistentes — é o primeiro passo para o diagnóstico precoce.
Fortaleça a imunidade
Alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física e controle do estresse mantêm o sistema imunológico mais resistente.
Evite exposição a agentes tóxicos
Minimize contato com pesticidas, herbicidas e solventes químicos — especialmente em ambientes de trabalho de risco.
Controle infecções
Trate infecções virais com acompanhamento médico adequado. A mononucleose não tratada pode aumentar o risco de linfoma.
Atividade física regular
Exercícios regulares fortalecem o sistema imunológico, reduzem inflamação crônica e melhoram a capacidade do organismo de identificar células anômalas.
Sua saúde importa antes da doença.
A Aggrega acredita que gestão de saúde vai muito além do plano. Nosso ecossistema acompanha o colaborador em todas as etapas — prevenção, diagnóstico, tratamento e bem-estar contínuo.
Dúvidas comuns
Agosto Verde 2026 · Conscientização sobre o Linfoma
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