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Agosto Verde 2026

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O que é o Agosto Verde?

O Agosto Verde é o mês dedicado à conscientização sobre o linfoma — um câncer que afeta o sistema linfático e que, quando identificado cedo, tem altas chances de cura.

Por que o verde?

O verde representa vida, saúde e esperança — valores centrais da campanha. É a cor que simboliza o sistema linfático e o cuidado com o corpo que pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce do linfoma.

Diagnóstico precoce

Quando identificado nos estágios iniciais, o linfoma tem taxas de cura que chegam a 90%. A campanha incentiva a atenção aos sinais e a busca imediata por avaliação médica ao primeiro sinal de alerta.

Reduzir o estigma

O linfoma ainda é pouco conhecido pela população. A campanha trabalha para que mais pessoas saibam o que é, quais são os sinais e por que a busca por diagnóstico não deve esperar.

Todo nó tem uma ponta

O linfoma frequentemente se manifesta como um nódulo — uma íngua persistente que não some. A campanha usa essa metáfora para mostrar que por mais difícil que pareça o diagnóstico, sempre há um caminho de cuidado e tratamento.

O que é o linfoma?

Um câncer do sistema linfático — a rede de defesa do organismo. Mais comum do que parece, mais tratável do que se imagina.

01

Linfoma de Hodgkin

Tipo mais comum em jovens adultos entre 15 e 35 anos. Caracteriza-se pela presença de células de Reed-Sternberg e tem excelente resposta ao tratamento — com taxas de cura acima de 85% quando diagnosticado precocemente.

O principal sinal é o aumento indolor dos gânglios linfáticos, especialmente no pescoço, axila e virilha.

Mais comum em jovens
02

Linfoma não-Hodgkin

Grupo mais amplo e heterogêneo de linfomas, com mais de 60 subtipos diferentes. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais frequente em adultos acima de 60 anos.

Apresenta sintomas variados e resposta ao tratamento que depende do subtipo específico — reforçando a importância do diagnóstico especializado e preciso.

Mais de 60 subtipos
03

O que é o sistema linfático?

Uma rede de vasos, nódulos e órgãos que percorre o corpo inteiro — responsável pela defesa imunológica, pelo transporte de líquidos e pela filtragem de substâncias nocivas. Quando o linfoma se instala, essa rede de proteção fica comprometida.

Rede de defesa do corpo
04

Quem pode ter?

Qualquer pessoa pode desenvolver linfoma, mas alguns fatores aumentam o risco: idade avançada, histórico familiar, imunossupressão, infecções como o vírus Epstein-Barr e o HIV, e exposição a determinados agentes químicos.

No Brasil, são diagnosticados cerca de 12 mil novos casos por ano.

12 mil casos/ano no Brasil

Quando o nó aparece

Os sintomas do linfoma são frequentemente confundidos com outras condições — resfriado, estresse, cansaço. Preste atenção quando persistirem por mais de duas semanas.

Íngua persistente e indolor

Aumento dos gânglios no pescoço, axila ou virilha que não some após duas semanas — o sinal mais característico do linfoma.

Febre sem causa aparente

Febres recorrentes sem infecção identificada, frequentemente acompanhadas de calafrios e mal-estar geral.

Suores noturnos intensos

Transpiração excessiva durante a noite — suficiente para ensopar roupas e lençóis — mesmo em ambientes frescos.

Perda de peso involuntária

Emagrecimento significativo sem mudança de dieta ou hábitos — perda de mais de 10% do peso corporal em seis meses.

Fadiga persistente

Cansaço intenso e contínuo que não melhora com descanso, comprometendo as atividades cotidianas e o desempenho no trabalho.

Coceira generalizada

Prurido pelo corpo sem causa dermatológica identificada — um sintoma menos conhecido mas frequente em casos de linfoma de Hodgkin.

Falta de ar e tosse seca

Comprometimento dos gânglios do mediastino pode causar pressão sobre as vias respiratórias, gerando tosse persistente e dificuldade para respirar.

Dor após consumo de álcool

Dor nos gânglios imediatamente após consumo de bebida alcoólica é um sinal raro, mas altamente específico do linfoma de Hodgkin.

Não ignore o nó que não some

Uma íngua que persiste por mais de duas semanas, especialmente se indolor, merece avaliação médica imediata. Não espere outros sintomas aparecerem. O diagnóstico precoce é o fator que mais impacta as chances de cura.

O que aumenta a chance

Conhecer os fatores de risco não significa que o linfoma vai se desenvolver — mas permite uma atenção mais vigilante aos sinais do corpo.

🧬

Histórico familiar

Ter parentes de primeiro grau com linfoma aumenta o risco de desenvolver a doença, sugerindo componente genético na sua origem.

🦠

Infecções virais

O vírus Epstein-Barr (causador da mononucleose), o HIV e o HTLV-1 estão associados ao desenvolvimento de alguns tipos de linfoma.

💉

Imunossupressão

Pessoas com sistema imunológico comprometido — por doença autoimune, transplante ou uso de imunossupressores — têm risco aumentado.

🧪

Exposição a agentes químicos

Contato prolongado com pesticidas, herbicidas e solventes orgânicos está associado a maior incidência de linfomas não-Hodgkin.

📅

Idade

O linfoma de Hodgkin é mais comum entre 15 e 35 anos. O não-Hodgkin tem incidência crescente acima dos 60 anos.

Sexo biológico

O linfoma é ligeiramente mais frequente em homens do que em mulheres, embora ambos os sexos sejam afetados em todas as faixas etárias.

Todo nó tem uma ponta.

O linfoma tem tratamento. Com diagnóstico correto e protocolo adequado, as chances de remissão completa são altas — especialmente nos estágios iniciais.

Como é diagnosticado

01

Exame físico e histórico clínico

O médico palpa os gânglios linfáticos e avalia o histórico de sintomas. Ínguas persistentes e indolores são o principal sinal de alerta.

02

Exames de sangue

Hemograma completo, DHL, beta-2 microglobulina e outros marcadores ajudam a avaliar o estado geral e levantar suspeita de linfoma.

03

Biópsia do gânglio

Exame definitivo para confirmação do diagnóstico. Uma amostra do gânglio é analisada para identificar o tipo específico de linfoma.

04

Estadiamento por imagem

PET-CT, tomografia e ressonância magnética identificam a extensão da doença e orientam o protocolo de tratamento mais adequado.

Principais tratamentos

A

Quimioterapia

Principal tratamento para o linfoma. Protocolos como ABVD (Hodgkin) e CHOP (não-Hodgkin) apresentam excelentes taxas de resposta.

B

Radioterapia

Frequentemente combinada à quimioterapia nos estágios iniciais, com foco localizado nos gânglios afetados para maximizar eficácia e minimizar efeitos.

C

Imunoterapia e terapia-alvo

Medicamentos como rituximabe e brentuximabe atacam células tumorais de forma seletiva, com menor toxicidade que a quimioterapia convencional.

D

Transplante de células-tronco

Indicado em casos de recidiva ou doença refratária, permite a reconstituição do sistema imunológico após tratamento de alta intensidade.

Mais comum do que se imagina

O linfoma está entre os cânceres mais comuns em adultos jovens — e é um dos que melhor responde ao tratamento quando diagnosticado cedo.

12mil
novos casos de linfoma diagnosticados por ano no Brasil
90%
de chance de cura no linfoma de Hodgkin detectado no estágio inicial
tipo de câncer mais comum entre homens jovens no Brasil
2 sem.
é o tempo máximo para investigar uma íngua persistente sem causa aparente

Hábitos que protegem

Embora o linfoma não seja completamente evitável, alguns cuidados reduzem fatores de risco e aumentam as chances de diagnóstico precoce.

🩺

Check-up anual

Exames regulares permitem identificar alterações nos gânglios antes que os sintomas se tornem evidentes.

👁️

Atenção ao próprio corpo

Conhecer o próprio corpo e perceber mudanças — como ínguas novas ou persistentes — é o primeiro passo para o diagnóstico precoce.

🛡️

Fortaleça a imunidade

Alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física e controle do estresse mantêm o sistema imunológico mais resistente.

🚭

Evite exposição a agentes tóxicos

Minimize contato com pesticidas, herbicidas e solventes químicos — especialmente em ambientes de trabalho de risco.

💉

Controle infecções

Trate infecções virais com acompanhamento médico adequado. A mononucleose não tratada pode aumentar o risco de linfoma.

🏃

Atividade física regular

Exercícios regulares fortalecem o sistema imunológico, reduzem inflamação crônica e melhoram a capacidade do organismo de identificar células anômalas.

Sua saúde importa antes da doença.

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Dúvidas comuns

Linfoma tem cura?
+
Sim. O linfoma é um dos cânceres com melhores taxas de cura, especialmente o tipo Hodgkin diagnosticado precocemente — com remissão completa em até 90% dos casos. O linfoma não-Hodgkin tem prognóstico variável conforme o subtipo, mas muitos são totalmente tratáveis.
Toda íngua é sinal de linfoma?
+
Não. A grande maioria das ínguas é causada por infecções comuns e some em poucos dias. O sinal de alerta é quando o aumento do gânglio é indolor e persiste por mais de duas semanas sem causa aparente — nesses casos, a avaliação médica é fundamental.
Quais exames detectam o linfoma?
+
O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia do gânglio afetado. Antes disso, exames de sangue e de imagem (tomografia, PET-CT) ajudam a levantar a suspeita e estadiar a doença após a confirmação.
O plano de saúde cobre o tratamento de linfoma?
+
Sim. Por determinação da ANS, os planos de saúde são obrigados a cobrir o diagnóstico e tratamento do linfoma, incluindo quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e internações. A Aggrega auxilia o colaborador a navegar por essa cobertura.
Linfoma afeta o desempenho no trabalho?
+
Sim. A fadiga é um dos sintomas mais impactantes — tanto da doença quanto do tratamento. Empresas que oferecem suporte em saúde e flexibilidade durante o tratamento contribuem significativamente para a recuperação e retorno do colaborador.